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quinta-feira, 10 de abril de 2014

A atitude do Marimbondo - Você conhece um marimbondo?

Parábolas

A atitude do marimbondo

 


Considerado como mal-educado pela vizinhança e comunidade, o marimbondo foi questionado por seus vizinhos, pois seu relacionamento com os demais insetos e animais nada tinha de satisfatório. Ficava mal-humorado ao menor esbarrão. Justificava suas ferroadas como autodefesa. Nunca se sentia culpado ou movido a pedir desculpas a ninguém. Seus argumentos eram os seguintes:

“Tudo que sei e pratico aprendi com meus pais. Vivemos numa comunidade fechada. Jamais nos matriculamos em um educandário de relacionamento afetivo. Agimos do mesmo modo em todas as circunstâncias.

Ninguém nunca nos fez uma visita cordial, até porque o acesso à nossa casa é vedado. Ninguém é bem-vindo em nenhuma ocasião.

A intolerância é a tônica de nosso viver. Nós criamos as nossas leis. Somos os donos da razão. Nossos direitos não podem ser tirados de nós.

Admiramos o modo amistoso das demais comunidades de animais, mas somos diferentes. Nascemos para ferroar. Esta é a nossa natureza.”

Diante destes fatos, a comunidade dos marimbondos vive isolada. Não sabe cooperar para o bem comum. Há medo por parte dos demais membros da fauna com a presença dos marimbondos.

É triste não poder confiar neles, pois nunca se sabe diferenciar quando estão de bom humor ou prontos para atacar.

Os marimbondos não podem dizer que são discriminados, pois escolheram seu modo de viver.



Autor: Pastor Odair Alves
Contribuição: Pastor Odair Alves
 

terça-feira, 25 de março de 2014

Parábola do Sapato Furado


Era uma vez um par de sapatos brancos e brilhantes. Eles se sentiam os mais importantes da sapateira. Como eram usados sem parar, por causa da sua beleza e conforto, estavam sempre à frente dos demais.
Os tênis, sandálias e outros sapatos lhes diziam para darem oportunidades para os outros e que fossem mais humildes, pois por causa do muito uso, logo, logo ficariam gastos e perderiam o lustre. No entanto, ali estavam de novo, sempre adiante dos outros, esperando para serem usados.
Os dias foram passando e realmente a sola foi ficando cada vez mais finas especialmente abaixo do artelho maior direito (dedão). Não demorou muito, num belo dia, quando novamente foi escolhido, um pequeno espinho conseguiu perfurar a sola e feriu o dito dedão. Não deu outra, o puseram de escanteio e os sapatos brilhantes não foram escolhidos até que num dia de limpeza foram atirados ao lixo.
Será que por causa da minha beleza, cultura, inteligência, riqueza, habilidades, etc., não estou me sentindo como aquele sapatinho, maior e melhor do que os outros... se isto acontece comigo ou com você, talvez seja a hora de deixarmos um pouco mais de espaço para os outros, pois, é no revezamento, no abrir de oportunidades para todos que existe felicidade e crescimento na vida.
Assim como o sapato não era o único da sapateira, você e eu não somos os únicos neste mundo. Sejamos humildes.
 
"Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos." Marcos 9:35

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Parábola do Filho

Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão por arte. Tinham de tudo em sua coleção, de Picasso à Rafael. Muito unidos, se sentavam juntos para admirar as grandes obras de arte. Por uma desgraça do destino, seu filho foi para guerra e, muito valente, morreu na batalha, quando resgatava outro soldado. O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente a morte de seu único filho.
Um mês mais tarde, alguém bateu à sua porta. Era um jovem com uma grande tela em suas mãos e foi logo dizendo ao pai do garoto: “O senhor não me conhece, mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida; ele salvou muitas vidas nesse dia e estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito, morrendo instantaneamente. Ele falava muito do senhor e de seu amor pelas artes.”
O rapaz estendeu os braços para entregar a tela: “Eu sei que não é muito, e eu também não sou um grande artista, mas sei também que seu filho gostaria que o senhor recebesse isto.”
O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado. Ele olhou com profunda admiração a maneira com que o soldado havia capturado a personalidade de seu filho na pintura. O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho, que seus próprios olhos encheram-se de lágrimas. Ele agradeceu ao jovem soldado, e ofereceu-se para pagar-lhe pela pintura. “Não, senhor, eu nunca poderei pagar o que seu filho fez por mim! Essa pintura é um presente.”
O pai colocou a tela à frente de suas grandes obras de arte, e a cada vez que alguém visitava sua casa, ele mostrava o retrato do filho, antes de mostrar sua famosa galeria.
O homem morreu alguns meses mais tarde e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte. Muita gente importante e influente chegou ao local, no dia e horário marcados, com grandes expectativas de comprar verdadeiras obras de arte.
Em exposição estava o retrato do filho. O leiloeiro bateu seu martelo para dar início ao leilão:
“Começaremos o leilão com o retrato “O FILHO”. Quem oferece o primeiro lance? Quanto oferecem por este quadro?”
Um grande silêncio…
Então um grito do fundo da sala:
“Queremos ver as pinturas famosas! Esqueça-se desta!”
O leiloeiro insistiu: “Alguém oferece algo por essa pintura?? R$100? R$200?…”
Mais uma vez outra voz: “Não viemos por esta pintura, viemos por Van Gogh, Picasso… Vamos às ofertas de verdade.”
Mesmo assim o leiloeiro continuou…
“Quem leva O FILHO?”
Finalmente, uma voz: “Eu dou R$10 pela pintura.” Era o velho jardineiro da casa. Sendo um homem muito pobre, esse era o único dinheiro que podia oferecer.
“Temos R$10! Quem dá R$20?”, gritou o leiloeiro.
As pessoas já estavam irritadas, não queriam a pintura do filho, queriam as que realmente eram valiosas para sua coleção.
Então o leiloeiro bateu o martelo: “Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido por R$10!”
“Agora vamos começar com a coleção!” gritou um.
O leiloeiro soltou seu martelo e disse: “Sinto muito damas e cavalheiros, mas o leilão chegou ao seu final”.
“Mas, e as pinturas?“ - perguntaram os interessados.
“Eu sinto muito”, disse o leiloeiro, “quando me chamaram para fazer o leilão, havia um segredo estipulado no testamento do antigo dono. Não seria permitido revelar esse segredo até esse exato momento. Somente a pintura O FILHO seria leiloada; aquele que a comprasse, herdaria absolutamente todas as suas posses, inclusive as famosas pinturas.
O homem que comprou O FILHO, fica com tudo!“
Poucas coisas na vida são importantes, e só uma é necessária: conhecer a JESUS!
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. João 14:6

terça-feira, 31 de julho de 2012

A Verdade e a Parábola



 Um dia, a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu próprio nome.

     E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.

     Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, criticada, rejeitada e desprezada.

     Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, trajando um belo vestido e muito elegante.

     — Verdade, por que você está tão abatida? — perguntou a Parábola.

     — Porque devo ser muito feia e antipática, já que os homens me evitam tanto! — respondeu a amargurada Parábola.

     — Que disparate! — Sorriu a Parábola. — Não é por isso que os homens evitam você. Tome. Vista algumas das minhas roupas e veja o que acontece.

     Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola, e, de repente, por toda parte onde passava era bem-vinda e festejada.

     Os seres humanos não gostam de encarar a Verdade sem adornos. Eles preferem-na disfarçada.